05/02/10

Narcisismo 5

Gosto de roupa interior preta. Seja de homem, seja de mulher. Por mim, tinha tudo preto: cuecas, soutiens, meias, camisolas interiores, ligas, meias-calças, calças inteiras. Para além de servir para qualquer ocasião, acho sexy. Mentira. Fica foleiro ver mulheres de calças brancas (!) e a ver-se a bela da cuequinha preta. Pessoalmente, não gosto, mas esta é apenas a minha opinião, cada um é livre de achar o que quiser.

Gosto de textos justificados, seja em trabalhos, livros, jornais, revistas, blogues, ou qualquer outro sítio onde se possa escrever. Faz-me bastante confusão não ter a opção "Justificar completamente" como existe aqui no blogger.com (btw, love you for that). Para mim, o texto estar completamente desalinhado provoca-me arrepios na vista e na espinha, e só consigo associar descuido e falta de atenção à pessoa que escreveu o texto. Não pretendo ofender ninguém, estou apenas a partilhar a minha visão das coisas. Mas compreendo quando não existe a opção, e dou o chamado "desconto de 50 a 70%" tão na moda por estes dias.

Existem mais coisas capazes de me fazer querer partir pratos ou bater na pessoa mais próxima. Passo a enunciar: sumo Compal de pêra; não haver sumo de maracujá num café, eu pedir por um de tutti-frutti, e também não haver; que me desorganizem as canetas de cor; que não haja luz suficiente numa divisão da casa; música techno, e tun-stums do género. Também: máquinas de comida que não me dão o troco que é suposto; bater com os dedos frios, seja das mãos ou dos pés, em qualquer superfície dura; pessoas que gritam nas discussões; ir às compras; o meu telemóvel Nokia ficar sem bateria ao fim de 6 horas; escrita de pita que, ACHAVA EU, já estava completamente erradicada; que assumam o pior do que eu digo, quando era suposto assumir o melhor. Ah, e erros ortográficos. Tanto meus como dos outros. E NÃO gosto que NÃO me corrijam. Preciso que me corrijam quando dou erros.

Preciso de tocar guitarra, ou bandolim, de tempos a tempos. Custa-me imenso querer, precisar de tocar, e não ter nenhum deles comigo. A música é motor de imensas coisas, e, estranhamente, musicar nem que seja durante dez minutos, relaxa-me imenso, e dá-me vontade de ir fazer o que tenho mesmo de fazer (normalmente estudar). Preciso de aprender novos acordes, e ainda acabar de aprender o riff da Wish You Were Here dos Pink Floyd. E não posso. Porque eu estou aqui e a guitarra está longe, e ninguém ma vai trazer. Tendo em conta o tema, gostava de conseguir cantar MESMO bem. O suficiente para conseguir encantar um qualquer ... Humpff. Não me lembro do nome do sujeito que foi de barco, e pediu aos companheiros para o amarrarem ao poste, porque queria ouvir o canto das sereias. Acho que era o Ulisses. Sim, confirma-se. Grande Ulisses, na sua grande Odisseia, de Homero. Outra coisa que me irrita é não me conseguir lembrar logo do que quero dizer e ter de, inclusivamente, pôr a música em pausa para poder pensar.

Gosto de equilíbrio. Do minha noção do que é equilíbrio. De padrões. De degradés. De ordem, embora o meu quarto passe, mais de metade do ano, num caos total. Gosto da palavra caos. Adoro advérbios de modo. Uso-os frequentemente. Em vez de "com alegria", "alegremente". Lentamente, rapidamente, lentamente, rapidamente. Brutalmente. Carinhosamente. Repetidamente. Eternamente. Sabem-me muito bem advérbios de modo.

Adoro aprender novas coisas, fora da minha área. De matemática, de física, de informática, de direito, de história. Sei, no entanto, que me devia dedicar a aprender tudo da minha área primeiro, mas acho que sem o meu regular acesso ao site da Wikipedia, eu não seria a mesma pessoa. Recentemente: Tristão e Isolda; Thomas Young e a experiência da dupla fenda, que sei agora que possibilitou a determinação do carácter ondulatório da luz. Boa! E foi médico, mas também se interessava pela egiptologia (ver mais aqui).

Detesto a sensação de déja vu. Sinto mesmo que o cérebro se confundiu numa sinapse qualquer. E fico-me por aqui.





(I need some coffee. ASAP.)

29/01/10

Conversas verídicas 43

Eu (pregando-lhe um susto): AHHH!
Ela: Ai! Queres-me matar de susto?

Eu: Não, quero matar-te de amor...
Ela: Isso é uma DST.




(Cantinas... Connecting people.)

10/01/10

Hero.

25/12/09

À descoberta da mente humana 2. Backstreet Boys \o/

Estou com um problema gravíssimo no computador. Aparecem-me para ouvir, sucessivamente, músicas dos Backstreet Boys. E, como boa apreciadora da década de 90 que sou, deixei-me estar a ouvir. Neste momento, toca a As Long As You Love Me ininterruptamente. E comecei a tomar atenção à letra:

"I don't care, who you are
Where you're from
(Don't care) what you did
As long as you love me."


Mas que grande falácia com que me deparei meus caros! Isto é a maior treta de sempre, para além de que a música falha bastante em termos de originalidade de ritmos e, obviamente, de letra. Aprendi com uma das minhas Elas lá de casa esta máxima "Não se conta tudo o que se sabe", ergo, "Não se conta tudo o que se fez". Contudo, ainda me sinto com alguma dificuldade neste aspecto, porque sou crente que, quando numa relação, contarmos a nossa vida faz parte do processo de nos darmos a conhecer, e embora tenhamos esperança que o/a outro/a não nos vá nunca julgar pelo que fizemos ou deixámos de fazer, nem sequer trazer isso à baila numa discussão mais acesa, o que é certo é que, eventualmente, tudo nos é atirado à cara. E também não estamos livres de o fazer, pois ninguém é santo e ninguém vive sem julgar diariamente alguém pelas suas atitudes, actuais ou passadas.

Tudo isto para dizer que o sujeito da música, pelas vezes que ele diz "Don't care what you did, what you did I don't care", dá-me a entender que ela era uma prostituta com problemas de droga e, provavelmente, com dois ou três filhos com identidade paternal desconhecida. É que ainda por cima surge a certa altura o verso "I've tried to hide it so that no one knows". Suspicious!

Não me entendam mal. Acho que as senhoras da vida devem ser respeitadas, muitas não tiveram escolha, foram forçadas, aliciadas com carreiras promissoras de modelos fotográficas num país algo duvidoso, raptadas, etc etc. Outras não gostam do termo prostituta, mas gostam do Mercedes que vão comprar para substituir o Opel Corsa que os pais lhe deram quando eram meninas de bem, e não "acompanhantes de luxo, com algo mais se o cliente pagar forte e feio". Humm. Não percebo porque não tornar isto legal nos países que ainda não a consideram como profissão, com direito a subsídio de férias, seguro dentário... Ah, percebo. Passaria a ser uma profissão que uma mulher, no Centro de Emprego, não poderia recusar; a não ser que quisesse deixar de ter direito ao subsídio de desemprego, como já aconteceu. Situações (e vidas!) complicadas.


Todos julgamos. Ninguém sabe o que quer, mas toda a gente sabe o que não quer. Bem, o sujeito dos Backstreet Boys sabia o que queria, embora não quisesse que ninguém descobrisse. Isto diz muito (mal) de uma pessoa.









(em minha defesa, eu fiz o download de um CD de Romantic&Love Songs, que tem músicas desde a década de 50, mais precisamente começando com uma música de 1957 do grande Elvis Presley, e terminando numa de 2005, do Eros Ramazzotti com a Anastacia. Parece é que os meninos BB tiveram vários sucessos nos anos 90. Não percebo, eles não eram giros.)






23/12/09

Épocas Festivas - Natal 2009

Já não me sabe a Natal. Aliás, há cerca de três anos que não me sabe a época natalícia. Talvez esteja relacionado com o facto de, a dois ou três dias da véspera (ou mesmo no dia 24!) ter andado a acontecer uma tarde de sol. Ora bem, vamos lá voltar à primária e fazer um brainstorming da área de palavras/frases do Natal.

NATAL:

- Pai Natal (que existe.)
- Mãe Natal (que só existe na Maxmen e na FHM.)
- chocolates
- prendas
- cartas
- pinheiro
- bolas coloridas
- fitas coloridas
- presépio
- luzinhas coloridas com música irritante
- botas
- neve
- frio
- chuva
- tardes à lareira
- cobertores
- carapins de lã feitos pela avó
- muita chuva
- muito frio
- inexistência de calor
- ausência de sol
- bacalhau cozido
- roupa velha
- roupas quentes
- gorros
- duendes
- músicas
- alegria
- bondade
- caridade
- dar dinheiro
- receber dinheiro
- beijos cheios de saliva daquela tia com demasiado buço para não ser considerado clinicamente como hirsutismo
- bochechas apertadas de 5 em 5 minutos
- biscoitos
- chá
- frio e chuva durante a manhã
- frio e chuva durante a tarde
- frio e chuva durante a noite.

Compreendem agora porque é que não me sabe a Natal. A partir do momento em que há uma tarde de sol que seja (!), o frio e a chuva já não são suficientes para me inundar do espírito próprio da época. Ou isto, ou eu cresci e apercebi-me de que há demasiado consumismo, hipocrisia, falsidade, esquecimento do verdadeiro sentido destes dias, entre outros do género.


...



Não, definitivamente não; é mesmo a tarde de sol que me estraga o sistema todo, avaria-me o barómetro e o medidor de chuva, cujo nome não me lembro e ao qual vou carinhosamente chamar de "pingómetro". Podia ser "chuvómetro", mas as pessoas acham mais fofas as coisas mais pequenas, não entendo muito bem porquê. Não há nada de fofo num pionés que não se viu espetado numa das nádegas ou numa bolha de ar na circulação sanguínea. Mas, vá, cada um é que sabe aquilo que o faz mais feliz. E, como até estamos no Natal, eu só quero é ver toda a gente genuinamente sorridente, seja por que meios for. Desde que não haja ninguém neste planeta que gostasse que exterminassem a raça dos Ferrero Rocher; se houver, caro senhor ou senhora, interne-se.



Outra coisa que me tem dado para reparar (e para pensar à séria no meu futuro) é nas profissões mais favorecidas nesta altura. Passo a exemplificar.

Ser professor/a primário/a é, no mínimo, espectacular no que toca a receber prendas. Vamos esquecer todo o trabalho que há em corrigir as fichas de avaliações de final de período (ahh, que saudades de chamar período e não semestre às coisas), em fazer reuniões malucas com os outros professores, com os funcionários, com os progenitores das criancinhas mal comportadas, com o Pai Natal para destrinçar quem deve ou não receber prendas, etc etc. Porque, SIM, afirmo categoricamente que ser professor/a primário/a dá trabalho como o raio, e essa senhora da Ministra (gostava agora eu de dizer "que o Diabo a guarde, avé!") que venha atrás de mim, que eu dou-lhe com força com o Magalhães que tenho ali na sala. Esquecia-se logo das regras de gramática todas e, com sorte, assistia ao Natal dos Hospitais da primeira fila. Mas, aparte a escravização progressiva de que os professores têm sido alvo por esta Joshua J. Ward dos tempos modernos, ser professor por épocas festivas é que está a dar.

E porquê?

* Ponto número 1: Recebem prendas de todos os tipos, tamanhos e feitios: chocolates, peças da Vista Alegre, molduras, mais chocolates, peças sabe-se lá de onde, bijuteria... Só pelos chocolates vocês todos já deviam querer ter tirado o curso de professor de ensino básico.

* Ponto número 2: Recebem prendas quer dos papás de filhos mal-comportados que tentam, subtilmente e de uma forma bastante legal, subornar os professores para que os filhos não tenham más notas, quer dos pais orgulhosos pelos seus prodigiosos rebentos. Portanto, independentemente da genética e do apoio caseiro dos alunos, o professor recebe prendas. Parece-me óptimo.



Ser médico de uma terriola também deve dar bastante prazer à alma e ao bucho. Tenho para mim que, nesta altura, eles recebem não chocolates, não peças da Vista Alegre, mas sim presuntos, muitos presuntos, chouriços, queijos, galinhas, cabras, vacas, tartes e tortas caseiras, tigeladas, vinho, licores de frutos vermelhos, a sobrinha virgem do Senhor Joaquim "para uma noite mais fresquinha sô Dôtori!", entre outras mil maravilhas próprias desses sítios que são, basicamente, no fim do mundo. Humm. Não sei. A sobrinha ainda não me convence. Talvez se fosse o neto da Dona Quitéria que não sabe formar uma frase com as palavras "eu", "chocolate", "muito", "gosto", mas que consegue carregar cerca de 85kg de lã de ovelha nos braços e que parte troncos com as mãos.

...


Ok, vou voltar à blogosfera, peço desculpa por este momento de ausência, perdida nos braços de um jovem musculado, perdão, perdida nos meus pensamentos sobre o Natal. Coff...coff. Adiante.


Contudo, e como dá para ver pelo número escasso de profissões favorecidas no Natal, há um sem número de gente sem sorte nenhuma nesta altura que, caso pusessem as suas mãos num pouco de cianeto, de certeza que o usariam no bacalhau da ceia dos seus patrões. Ainda bem que não se obtém cianeto só porque sim. Em vez de aumentarem as taxas de suicídio, aumentavam as de homicídio. Coitados dos polícias e investigadores, iam ter o dobro ou o triplo do trabalho, a receber exactamente o mesmo valor do subsídio de Natal.
Estou a referir-me como exemplo à notícia da grande quantidade de mulheres que foram despedidas de uma fábrica de atum enlatado, há cerca de dois dias. Ora bem, há que admirar a capacidade estratégica dos chefes: "Bota despedi-las três dias antes da véspera de Natal, mesmo que não nos dê jeito nenhum com as compras todas que temos para fazer e com a trabalheira que dá a papelada, porra para a burocracia, (grunhos imperceptíveis + asneiras na proporção de 5 para cada palavra "normal"), mas assim já não lhes pagamos o subsídio! E arranjamos uma desculpa qualquer para não pagarmos indemnização! Olha, oh oh, desviamos uns fundos, o meu sobrinho é engenheiro informático, percebe de computadores, e abrimos falência!".

Obviamente que não foi isto que se passou, pelo menos não na sua totalidade. Mas, hey, o pensamento e a imaginação ainda estão isentos de imposto! Vamos aproveitar enquanto não pagamos por excesso de ideias. Quando esse dia chegar, estou tramada. Ou sou rica, ou bem que mais vale tomar calmantes de duas em duas horas, para me toldar o pensamento e apenas me deitar num sofá com a língua de fora a olhar para as rachas do tecto. Só olhar, não pensar como é que aquilo aconteceu nem como resolver. Só mesmo olhar. Enquanto não se pagar por isto também.


Mas uma profissão mesmo chata de se ter, para não dizer um palavrão a sério, à homem, deve ser a de ser José Sócrates. Assumir a profissão de José Sócrates, bem, não pode ser de ânimo leve nem a pensar que será tudo um mar de rosas perfumadas. Não. É preciso treino, fatos e gravatas bonitas, uma pele e um cabelo imaculados, um discurso bonito, mas que a um cidadão comum, como eu, leiga nos assuntos das políticas, passa completamente ao lado. Nem consigo ver o que foi aquilo. Zuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmm. Não...


Ser um José Sócrates é doloroso. Nem que seja por sofrer com a ideia de que qualquer bom português gostaria de lhe enfiar um pinheiro de Natal pelo seu, medicamente falando, ânus acima!




A todos, Festas Felizes e umas excelentes entradas em 2010! Torçam para que os Maias ou os Aztecas não tenham feito mal as contas!








(e já que é Natal, um pequeno presente para os que passam por aqui. Referi num post anterior que, quando escrevo, ouço a mesma música over and over again. Pois bem, a banda sonora deste belo texto foi... (rufar de tambores) Senhoras e senhores, preparem-se para esta revelação!





Backstreet Boys - Quit Playing Games With My Heart. Oh yeah baby! Gozem à vontade, é Natal, eu não levo a mal!)


08/10/09

Conversas verídicas 42

Ela1: Eu qualquer dia também me vou embebedar.
Ela2: Escreve isto!



(a Ela1 nunca bebeu ponta de álcool.)

Conversas verídicas 41

Ela1: Se deixar de entrar comida nesta casa, eu apoio incondicionalmente.
Ela2: Não, porque eu preciso de comida para sobreviver.
Ela3: Se deixa de entrar comida nesta casa, qualquer dia vemos uma mosca a voar e páááá, "Oh, era ela!"

24/09/09

Anúncios 9, Factos 13

Dia 2 de Fevereiro é o dia mundial das regiões húmidas.

Conversas verídicas 40

Eu: Bem, é só jantar e daqui a bocado visto o pijama e vou-me enfiar na cama...
Ela: Filhota, não te entregues à doença.

Conversas verídicas 39

Ela: Então, mas a água entra em ebulição a 100ºC e depois evapora...
Eu: Boa, ainda sabes química!
Ela: Olha, já foi há cinco anos, ok? Ai, não gosto de dizer isto...
Eu: Tens conhecido caloiros? É terrível, perguntas-lhes a idade, e têm 17 ou 18.
Ela: Que horror!
Eu: Nasceram em 91! É o pânico, já nasceram mesmo na década de 90!
Ela: Pois... Nem sabem o que é o 25 de Abril!

Conversas verídicas 38

Ela: Estou cheia de dores no punho... Estarei com uma punhite?




(certooooooooooooooo......)

19/09/09

Manual sobre os Homens 4

A testosterona torna todos os homens adeptos da política agriculturista.




(para as mentes femininas mais distraídas: traduzindo por miúdos, gostam de espalhar a semente por todo e qualquer canto.)

Anúncios 8, Politiquices 1

Nas legislativas do próximo fim-de-semana, caras mulheres, votem pelo MQHDN!


Ainda há a ideia de o Sócrates ser gay? Podia ser um óptimo apoiante do meu movimento.

Manual sobre os Homens 3

Os homens são criaturas estranhas.

Primeiro dizem-nos que nunca conheceram ninguém como nós, que preenchemos a sua vida, que gostam de tudo em nós, até mesmo daquela verruga estranha e cheia de pêlos que temos no dedo mindinho do pé direito. Que nos amam.

Depois, vimos a descobrir ou que namoram, ou que dizem exactamente a mesma coisa a todas, tintim por tintim, ou que são gays. Ou tudo junto no mesmo pacote. O que ainda torna toda a situação bastante mais caricata.



(vou dar início ao Movimento Queremos Homens Decentes e Normais)

24/08/09

À descoberta da mente humana 1

O que é que nos atrai numa pessoa? Serão apenas aquelas características que consideramos mais atraentes, tal como ser moreno, loiro, olhos verdes ou azuis, barba de três dias ou cara sempre suave, ou há algo mais que isso?

Poderão uns olhos azuis atrair-me, quando, na realidade, não fazem o meu gosto? Pessoalmente, prefiro olhos castanhos. Mas, nunca se sabe.

Baseando-me nestas perguntas, e em conversas de café a altas horas da noite, pus-me a pesquisar sobre a relação existente entre a atracção e a linguagem corporal, aquela que não falamos mas que também não controlamos. Descobri coisas muito interessantes, para além do básico que já sabia. E, acreditem, vou passar a estar mais atenta aos sinais. Caso eles se confirmem, hummmmm, vai ser uma óptima massagem no ego.


Tudo começa com o sorriso. O sorrir muito, o sorrir genuinamente. Pessoas felizes atraem-nos, é bom karma, significa que estão de bem com a vida. Por mais que nos tentemos convencer que gostamos de gente deprimida como nós, pois conseguem compreender-nos, uma pessoa sorridente vai SEMPRE captar-nos mais a atenção do que o morcão vestido de preto a cortar os pulsos no canto mais obscuro do café. Isto está cientificamente comprovado (se ainda não estiver, vai estar um dia). Até porque os deprimidos ficam em casa, a deprimir, porque ninguém os convidou para sair. O sorriso é o sinal universal de aceitação e de felicidade: um sorriso sincero convida à aproximação entre duas pessoas.

A seguir, o contacto visual. Li num dos sites que, caso nos interessemos por alguém que esteja a olhar para nós, devemos virar-nos para ele/ela e fixar o olhar, mas apenas por uns breves segundos, olhando de seguida para baixo e não nos esquecendo de sorrir. Uma fixação mais demorada do que apenas uns momentos pode ser considerada agressiva ou hostil. E, não queremos isso. Quer dizer, a não ser que se tenha gostos estranhos e ideias de preliminares algo sado-masoquistas. Mas, nem entremos por aí.
Outra coisa que se pode observar no olhar, embora possa ser mais difícil de avaliar, é a dilatação da pupila: as pupilas dilatam quando olhamos para um objecto ou para alguém de quem gostamos. Caso se venham a tornar, futuramente, vendedores de porta-em-porta ou de um stand de automóveis, observem as pupilas dos vossos clientes: poderão estar quase a fazer o negócio da vossa vida!

Passando do rosto para o resto do corpo, podemos avaliar a posição corporal. Uma pessoa interessada em nós irá, normalmente, colocar-se de forma a poder encarar-nos directamente, frente a frente. Caso isso não seja possível, vai ocorrer, inconscientemente, uma angulação do corpo dele/a na nossa direcção, na melhor maneira que conseguirem arranjar. Palmas das mãos abertas e viradas para cima podem ser indicativas de abertura da pessoa. Outro tipo de coisas podem acontecer. Como li, apesar de já saber, nunca é demais repetir, as mulheres poderão brincar com o cabelo, enrolando-o nos dedos, ou atirando-o para trás dos ombros; os homens têm uma ligeira tendência para se colocarem numa posição mais direita, brincando com possíveis gravatas ou botões, ou mesmo, sacudindo poeiras imaginárias da camisa. Isto são tudo actividades que nos podem vir a possibilitar de parecermos melhor perante a pessoa com quem estamos a falar. Digo-vos já que, no que toca a mim enquanto mulher, isto do cabelo é mais frequente e inconsciente do que possamos acreditar e sequer controlar. Raparigas, tentem analisar o vosso último encontro com aquele rapaz mesmo giro que trabalha na padaria do centro da cidade. Brincaram, nem que tenha sido uma única vez, com o cabelo. A não ser que sejam carecas. Se for esse o caso, mil desculpas, não pretendia ofender ninguém.

Imaginem que estão sentados/as num café e o objecto do vosso interesse está convosco. Poderemos, nesta situação em particular, analisar algumas coisas que podem acontecer: ele/a pode estar com as pernas ligeiramente abertas e com os joelhos a apontar na vossa direcção, claramente indicando que está interessado/a e aberto/a; pernas cruzadas indicam normalmente uma falta de interesse. Contudo, pernas cruzadas de uma forma relaxada, com um pé ou uma perna apontada na vossa direcção retrata a actuação do subconsciente, em apontar para aquilo que queremos e gostamos.
Braços cruzados ou mãos nos bolsos indicam que aquele coração "fechou para obras" e que não se sentem confortáveis. Pode ser, contudo, um sinal algo manhoso, já que pode mostrar que estão desconfortáveis consigo, mas que não querem necessariamente que se afastem deles.

Outra coisa que descobri foi que as mulheres, e por vezes os homens, lambem rapidamente os lábios ou mordem o lábio inferior, o que, pelos vistos, é um óptimo sinal! Bem que vemos em certos filmes a rapariga a seduzir mil homens só a lamber e a morder os lábios. O poder que temos, já viram? Ele/a poderá também tocar-nos, brevemente, num local livre de perigo, tal como as costas ou os braços; tratar-se-á de um toque rápido e seguro, mas que dará a indicação de que gostariam de ter Via Verde para nos tocarem mais e em vários sítios.

Um sinal major de interesse é o chamado espelhamento: imita-se movimentos ou gestos da pessoa por quem estamos interessados; imitação é assim considerada a forma mais sincera de elogiar alguém, já que fazemos exactamente aquilo que o outro está a fazer. Ora, se não gostássemos de tal coisa, não a iríamos repetir, certo? A inclinação da cabeça para o lado, enquanto nos estão a ouvir, é também um sinal de atracção e interesse.

Tendo em conta isto, é possível ver quando alguém poderá estar interessado em nós e, a partir daí, decidir o rumo da noite! Contudo, é preciso estar alerta que nós próprios estamos a enviar demasiadas mensagens que não controlamos, a não ser que nos ponhamos a pensar a sério no assunto e a racionalizar cada pequeno movimento ou gesto que façamos, o que vai, invariavelmente, distrair-nos da conversa que estamos a ter e causar uma péssima impressão no nosso par.


MAS! Isto é conhecimento de ouro minha gente, ouro sobre azul mesmo! A partir daqui, poderemos fazer algumas coisas que irão indicar ao outro que estamos interessados nele/a! Que tal dominar o momento?

Portanto, resumindo e concluindo (roubado de http://www.maxima.pt/0506/inti/200.shtml):

1 Rosto: tenha um rosto animado e torne o sorriso parte do seu repertório habitual. Assegure-se que exibe bem os dentes.

2 Gestos: seja expressivo, mas não exagere. Mantenha os dedos fechados quando gesticula, as mãos abaixo do nível do queixo, e evite o cruzamento de braços ou pernas.

3 Movimentos da cabeça: utilize acenos triplos ao falar e inclinação da cabeça ao escutar. Mantenha o queixo virado para cima.

4 Contacto visual: estabeleça a quantidade de contacto visual que faça toda a gente sentir-se confortável. Excepto se olhar para os outros constituir uma proibição cultural.

5 Postura: incline-se para a frente quando escuta; sente-se direito quando fala.

6 Território: aproxime-se tanto quanto se lhe permita sentir-se confortável. Se a outra pessoa recuar, não volte a avançar.

7 Espelhamento: espelhe subtilmente a linguagem corporal dos outros.






NÃO PODE, NEM VAI FALHAR! Experimentem. E depois digam-me se este não foi, outra vez, um post extremamente útil.






De nada.







(só um aparte, do mesmo artigo daquele site: "Seja como for, em matéria de flirt quem comanda as operações é o sexo feminino. Segundo Allan e Barbara Pease, “as mulheres dão início a 90 por cento dos flirts, mas fazem-no de forma tão subtil que a maioria dos homens pensa que são eles que estão a conduzir o processo”.Aliás, “os homens sentem dificuldade em interpretar os indicadores mais subtis lançados pela linguagem corporal feminina, e os estudos mostram que têm tendência a confundir atitudes amigáveis com interesse sexual”, escrevem, sublinhando que tal se justifica pelo facto deles possuírem 10 a 20 vezes mais testosterona do que elas.")

20/08/09

Lamechices 4





Enjoy.

14/08/09

Mitos 1 - A Mulher Perfeita

A mulher perfeita não existe e, se existe, é infértil.


Meninas, não me venham cá com histórias e pistolas apontadas à minha cabeça. Chegou a hora de admitirmos que, pronto, não somos perfeitas: acho que poderemos ser muito mais felizes com o sexo oposto se conseguirmos ser humildes o suficiente para assumir isto.

Passo a explicar a minha imagem de mulher perfeita:

» nasceu de parto normal, com um peso e tamanho normais;
» não chorava por mimo enquanto criança, mas apenas por necessidade (fome, frio, fralda suja) ou por dor;
» desde cedo aprendeu que para conseguir ter alguma coisa teria de trabalhar por ela, de forma honesta;
» sempre partilhou o lanche com a melhor amiga e nunca, jamais, lhe passou pela cabeça roubar-lhe o namorado giro que ela tinha, embora ele lhe fizesse olhinhos durante as aulas de ginástica, durante todo o 3º ano;
» sempre fez desporto, toca pelo menos dois instrumentos diferentes (piano e guitarra, normalmente) e fala, pelo menos, três línguas;
» tem um corpo com as medidas certas (as da sociedade actual), um cabelo comprido de meter inveja às modelos da Pantene de tão sedoso que é, e nunca teve borbulhas na cara;
» sempre ajudou a mãe nas tarefas domésticas e o pai a cuidar dos animais de estimação, bem como fez voluntariado num lar para idosos;
» sempre foi uma excelente aluna, com notas máximas em todas as disciplinas e excelentes cartas de recomendação de todos os professores para os estágios de Verão que fazia num conceituado instituto de investigação científica, desde os 15 anos;
» publicou, aos 18, um artigo científico na Nature;
» entrou para a Universidade com bolsa de mérito, todas as despesas pagas e, ainda, salário por estar a participar num projecto de investigação com um professor catedrático;
» teve o primeiro namorado aos 19 anos, um estudante estrangeiro lindíssimo e inteligentíssimo chamado Gustaf, com quem se veio a casar aos 25 anos, altura em que perdeu a virgindade;
» fez pós-graduação, mestrado, doutoramento: tudo com excelentes notas;
» sabe cozinhar como uma verdadeira chef;
» tem um casamento feliz, só discutem por questões mesmo importantes, nunca nenhum dos dois vai buscar coisas do passado ou ofende a família um do outro; compreendem-se, gostam da mesma música, ela assiste ao futebol com ele, e compra-lhe nos dias dos jogos aquela cerveja alemã caríssima que ele tanto gosta;
» não fica toda emocional nem come que nem uma baleia por alturas do TPM;

» é infértil.


Pois é, a mim não me enganam. Se existir uma mulher assim, ela é infértil, porque tem tantas mutações que a fazem ser tão perfeita que não são, de todo, compatíveis com a vida de possíveis filhas que ela possa vir a ter. Nem que seja porque as restantes mulheres do Mundo se unem contra elas e se tornem todas criminosas. Porque sim, não somos perfeitas, mas quase.






Já o homem perfeito... Ele existe. Mas, ou já está casado, ou já morreu. Bolas. Restam-nos todos os outros que não são, nem de perto nem de longe, perfeitos. Oh well, nós temos uma quase perfeição que chega para os dois.


Conversas verídicas 37

Ele: Se o vento está parado...

(risos; mas ele continuou)

Ele: Se o ar está parado, e tu estás-te a andar...

(de novo, risos, e teorias sobre o facto de estranhamente ele colocar todas as palavras portuguesas com hífen)

Ele: Tendo em conta que és o ponto de referência do eixo ortogonal, o ar está parado. Não é?

(breve discussão sobre se eixo ortogonal estava bem aplicado, porque X e Y são dois eixos que formam um plano, e não um eixo em si; ah, e se não seria antes eixo cartesiano...)




(tive uma noite muito cultural.)


13/08/09

Musicalidades 6

Carlos Paião - Meia-dúzia




(Eis a número seis...)

Meia-dúzia
É uma soma macambúzia.
Foi um drama exsofismável
Um romance inorvidavél
P'ra fazer uma cantiga
São mais ovos que barriga,
custa tanto!
No entanto...

Meia-dúzia,
Fui sair co'uma medúzia,
Fomos comer carcanhóis,
Pevedinhas e tremóis,
Regadinhos com tintóis,
Que não vou em futebóis
E isso tudo...
Contudo...

Meia-dúzia
Também foi o amor
Sempre devastador,
Altêntico,incrível
Sincero,sencível
Sentimento bom
Que me deu em refrom.

Meia dúzia, meia dúzia,
meia-idade mais impacto.
Meia dúzia, meia dúzia
Porque à dúzia é mais "baracto".

Ela pediu-me: "hás-de compor uma canção
Chamada "meia-dúzia",
E eu..."compuzi-a".

Portanto eu, quer dizer, portanto com as
dúzias, semifuzias, e as parafuzias
Eu sou um espertalhão das meias dúzias, ahahah...

Meia-dúzia, eu gramava a tua "blusia",
E os teus olhos lá c´o rimél, eras quase invisivél,
Também intelectual, "coltivada" em alto grau,
Falavas bem.
Porém,

Meia-dúzia,
Não sei o que é a hipotenusia
Nem isso de estratosfera (nunca soube essa matéria)
Nem quero saber lá disso,
É melhor pão com chouriço e haja alegria.
Todavia

Meia-dúzia,
Também foram seis, esses contos de reis
Que eu cá gastei contigo, e assim por castigo,
Mulher por quem "seis", mais não me fazeis!

Meia-dúzia, meia-dúzia,
Meia - idade mais impacto.
Meia-dúzia, meia-dúzia,
Porque à dúzia é de facto mais "baracto".

Ela pediu-me: "Hás-de compôr uma canção chamada
"meia-dúzia"."
E eu..."compuzi-a".

Meia dúzia, ou meduzia ou meia dúvida ou lá pró que é
isso.
Ahh não, não, meia dúvida, não,
Porque certezas não pegam dúvidas.

Apanhei-te em flagrante delitro, c'a garrafa da
"augardente",
Para ti o prometido é "de vidro", "quebrazi-o"
"facelmente".

Podes ir passear, p'ra jantar com qualquer inocente,
Descalça, que eu fico no mundo patudo,
Calço o "quórenta" e seis, "despeitosamente".

Disseste: "quero o teu pé-de-meia,
E eu pedi, meia...

...Dúzia (Meia-dúzia!)
Meia-idade, mais impacto.
Meia-dúzia,ui, meia-dúzia
Porque à dúzia é mais em conta.

Ela "dizeu-me": "se fizeres essa canção, vais ser digno de
grandes "incómios",
E eu...comi-os.

'Tá bem pronto, não vão ficar agora esses carcanhóizitos
no pires!
Aliás eu comi os carcanhóis praticamente todos,
Quer dizer, comi todos os que tavam no prato,
Não os comi travessicamente todos,
Porque os da travessa eram muito travessos.
Ihihih.

Ai!
'Tou neste estado desploravél derivado a ela!
Ah! Eu vou mas é p'rá praia tomar banhos de sol.
É bom para queimar as pulgas e etc...
O quê? O quê? Já acabou?
Ah pois...






(ah Carlinhos!!!!)

02/08/09

Anúncios 7

Agora vou de férias. De vez. Andanças, here I come!

Dramas de Uma Mulher 6

É possível vestir umas calças de ganga que num dia assentam bem e no dia seguir estão apertadas. Para além de possível, é dramático. E deprimente.







(deveria ser proibido eu conseguir tirar este tipo de conclusões enquanto me visto.)

29/07/09

Manual sobre os Homens 2

Existem diversos tipos de homens a passearem-se por este Mundo. Não, não estou a falar de homens gordos, magros, feios, bonitos, muito bonitos, Wentworth Millers, burros, inteligentes. Mesmo dentro dos grupos que reúnem indivíduos com as características físicas e intelectuais em comum, podem-se encontrar variações no que toca ao amor, às relações e às mulheres:



» O Eterno Apaixonado: amar é condição sine qua non. Não consegue respirar sem amor, sem ter alguém. É dos que diz, sempre que tem uma namorada, que ela é, sem sombra de dúvida, a mulher da sua vida; sem ela, ele não consegue viver, não consegue ser. Quando ela não está, ele morre para a vida, fica inerte, sem fome, sem sede, sem vontade de fazer seja o que for. É capaz de andar 100km a pé só para lhe dar um beijo fugaz. Sai-lhe mel pelos pôros da pele. É colante, não a larga, uma autêntica lapa. E tão cedo como se apaixona por uma, tão cedo a deixa por outra.


» O Calculista: ama baseado nos benefícios que daí vai retirar, quer seja por estar com uma namorada rica e ingénua, quer por estar com a jeitosona do prédio que dizem ser um animal na cama, que faz tudo o que lhe peçam. Cada memória de beijos/abraços/prendas é guardada, esperando que lhe seja tudo retribuído. Quando o seu plano falha, torna-se frio, insensível, frígido, ausente. Nenhuma mulher aguenta mais de um mês este tipo quando ele chega a esta fase. Tendência mais óbvia em contabilistas, advogados e empresários.


» O Idealista: todo o seu ideal de relação e amor se prende com os contos de fadas que leu e os filmes da Disney aos quais assistiu em criança. Tudo tem de seguir uma ordem: ela tem de estar em apuros -> ele vai no seu cavalo branco em seu auxílio -> olham-se os dois nos olhos -> apaixonam-se -> alguém os tenta separar -> vencem o Mal -> vivem felizes para sempre. Escreve, literalmente, a história da sua relação, não havendo espaço para a espontaneidade. É impensável para ele fazer amor em 5 minutos no elevador do prédio da PT. Quando algum pormenor falha e o curso da história muda, chora que nem uma Maria Madalena. Este espécime assemelha-se bastante às mulheres. É, eventualmente, trocado por um macho bruto cuja ideia de preliminares são as palavras "eu, tu, um sítio qualquer, já".


» O Don Juan: atira-se, basicamente, a tudo o que mexe. Tem uma mulher em cada distrito, e em cada país, escolhendo sempre as que são lindas, jeitosas e burras. Promete a cada uma as estrelas e a Lua, o mundo inteiro; que ninguém mais detém a chave do seu coração e a força do seu amar. Estranhamente, tem sempre uma desculpa de última hora para dar às moças quando estas pretendem ficar mais do que um dia com ele. Tem um cartão especial que, por acumulação excessiva de milhas de tantas viagens que faz, lhe dá descontos mesmo em viagens low-cost. Foi abandonado em pequeno, daí a necessidade de tantos corpos femininos diferentes. No fundo, anda à procura de uma substituta da mãe.


» O Casado: não, não está necessariamente casado. Trata-se de um namorado que parece que já está casado: já vestem roupas a combinar, almoçam e jantam na casa dos sogros, já falam em data, igreja, vestido, número de filhos e nomes para cada um. Já possuem uma rotina, discutem demasiado, já não há magia, nem romance, e o sexo tornou-se deveras chato. Vê pornografia às escondidas, e já se assusta quando olha para a namorada a comer um singelo M&M's. É, na verdade, um frustrado, contudo faltam-lhe os cojones para alterar a sua situação. Tornar-se-á mesmo casado, e vai sempre pensar no que poderia ter sido a sua vida com a recepcionista loira da clínica dentária onde costumava ir quando tinha aparelho.


» O Resignado: namora há anos com alguém que conheceu um dia na fila do supermercado. Tornaram-se amigos, e começaram a reparar que traziam sempre a mesma marca de rolos de papel higiénico. A relação surgiu numa festa em que ambos beberam demasiadas tequillas e acordaram no dia seguinte nus, ao lado um do outro. Honrado como é, pergunta-lhe logo se ela quer namorar com ele. Nunca lhe contou nem vai contar que tem uma paixão secreta desde o 7º ano. Vai continuar a ter um namoro pacato, mas sempre a achar que a outra é de facto a mulher da sua vida e que com ela ia ser verdadeiramente feliz. Resignado, casa-se, tem filhos, começa a beber e suicida-se de uma ponte no dia do casamento da outra.


» O Liberal: "Compromisso? Nada disso. Estamos juntos de vez em quando...". Este é o tipo de homem que todas as mulheres pensam que querem, por as deixar fazer tudo o que quiserem, mas, na realidade, esquecem-se que ele também tem direito a fazer o que quiser, quando quiser, a estar com quem quer. Não possui telemóvel, nem e-mail, nem telefone de casa, nem pager. "Ser controlado e controlar" é uma expressão que, pura e simplesmente, não existe no seu vocabulário. Passa vários dias sem dar sinais de vida, e já chegaram a enviar a sua fotografia para os desaparecidos. Por causa dele, a mãe teve um ataque cardíaco e o pai, de tão nervoso pelos seus constantes desaparecimentos, espetou-se contra uma árvore.


» O Controlador/Ciumento: toda a roupa da namorada é revistada e passada a pente fino. Está proibida de comprar roupas com decotes, mini-saias, tangas e cuecas fio-dental. Fala mal à sogra porque esta trouxe a sua namorada no ventre durante 9 meses. No telemóvel da sua mais-que-tudo só existem números de mulheres que nunca tenham tido mais de um namorado e números de homens que se tenham assumido na RTP1 como homossexuais. Não a deixa ir a nenhum lado sem ele, e espera à porta da casa-de-banho enquanto ela faz xixi. Quando falam do futuro, do curso que ela possa querer tirar, ele refere que convém ser algo que a faça ter tempo para ele e para os filhos que vão ter: cabeleireira ou secretária na empresa da sua mãe. Preferencialmente, em part-time.


» O Gay: é o melhor amigo dela. Fazem compras juntos, cozinham, comentam o rabo dos homens que passam na rua, falam dos seus problemas com os pais e traumas de infância com aquele tio que o olhava de maneira esquisita. Andam de mãos dadas na rua ou até abraçados. Nada mais, porque ele não quer. Ela acha que ele seria o homem perfeito. Vai tentar embebedá-lo todas as semanas na esperança de engravidar dele. Eventualmente, ela é presa. E ele arranja rapidamente uma nova melhor amiga.


»»»»» O Perfeito/de Sonho: é tudo aquilo que sempre desejámos. Encaixa-se em nós, na nossa vida e nas nossas amigas como luva feita à medida. É educado, respeitador, sabe cozinhar e até limpa tudo no final. Faz de tudo para que estejamos sempre felizes, e oferece garrafas ao nosso pai do seu vinho preferido pelo Natal. Desafia-nos todos os dias a sermos mais e melhores e a esforçarmo-nos por sermos merecedoras da grandiosidade do seu amor. Sabe qual a nossa cor favorita e o nosso prato preferido, levando-nos a jantar fora pelo menos uma vez por mês. É fiel, e jamais lhe passará pela cabeça a possibilidade de nos trair com outra pessoa. Fará o pedido de casamento perfeito, ajudará em todos os detalhes e, posteriormente, saberá mudar fraldas, dar banho e adormecer todos os filhos que tivermos. Não exprime o seu amor por palavras, mas por actos. Faz-nos querer agradecer todos os dias por termos encontrado tal homem. Quando acordamos do coma de 10 anos, apercebemo-nos que tudo não passou de um produto da nossa imaginação muito fértil.


» O Normal: é uma mistura saudável de todos os descritos acima. Espécime raro. Nunca antes encontrado. Se virem um, liguem-me. Ou mandem-me um e-mail. Obrigada.




27/07/09

Guia sobre as Mulheres 5

Nós, mulheres, temos um grave, aliás, gravíssimo problema. Não sabemos dizer directamente o que queremos, o que precisamos, o que estamos a pensar e o que na verdade queremos dizer. De facto, uma óptima invenção seria um tradutor de mulheres, com o qual os homens pudessem andar. Às vezes, até mesmo entre nós, temos alguns problemas de comunicação. Vou tentar ajudar o sexo oposto, mas apenas um bocadinho. Não se pode dar tudo de bandeja, ora!


(isto vale tanto para namoradas como raparigas possivelmente atraídas por vocês)


Ela: Oh, não te quero estar a chatear, estás aí com os teus amigos, falamos depois...
Tradução: Por favor, continua a falar comigo, não suporto a ideia de estares aí e as gajas todas a olhar para ti, e eu sem poder estar aí para marcar território!

Ela (visivelmente aborrecida): Está tudo bem. Não te preocupes.
Tradução: Desta vez passa, mas se a Luísa te volta a pôr a mão em cima da perna e tu te ris dessa maneira, ficam os dois sem dentes nenhuns! Nem vão saber de que terra são!

Ela: Então, mas vais ver o jogo de futebol sozinho? Não tens companhia?
Tradução: Estás à espera de quê para me convidar? Já preparei o cachecol, as cervejas e os amendoins!

Ela: Ah, vou embora agora, mas se precisares de alguma coisa, vou estar no local X e estou sempre com o telemóvel.
Tradução: Liga-me, manda-me uma mensagem, aparece sem eu estar a contar. Eu só quero estar contigo!

Ela (por mensagem): Olá, tudo bem? Estou aqui no café Y, e estão aqui amigos teus! Beijinhos*
Tradução: Isto foi só uma desculpa para falar contigo. / Porque é que não estás aqui também? Porque é que logo HOJE decidiste ficar em casa a ver um filme ou a fazer sei lá o quê?

Ela: Não estou feliz... Acho que esta relação já não tem solução, se calhar é melhor acabarmos...
Tradução: Eu não estou feliz, mas posso vir a estar! Esforça-te, luta por mim, por nós! Sê um homem e não uma menina!

Ela: Está tudo acabado.
Tradução: Está MESMO tudo acabado. Nunca mais te quero voltar a ver.

Ela: Importas-te de não fazer isso? (seja o que for: arrotar, cortar as unhas, assobiar, coçar a cabeça ou a barba, mexer no bigode, tossir antes de começar a falar, pôr o dedo no nariz, dar um abraço à mãe dela sempre que a vê...)
Tradução: Esta relação morreu. Não consigo aturar este tipo de hábitos para o resto da minha vida. Tudo parecia muito bonito no início, mas a paixão já foi! Vai-te também!

Ela: Ando deprimida... Não sei porquê...
Tradução: Sei exactamente porquê. Não me dás atenção suficiente.

Ela: Estive a falar com aquele meu amigo ao telefone, ele tem-me ligado todos os dias.
Tradução: Preferia mil vezes que fosses tu a ligar-me, e nem te apercebes disto...

Ela: Aquela rapariga é mesmo bonita... Gostava de ser como ela...
Tradução: Não dizes há muito tempo que sou a mulher mais bonita que já alguma vez viste. É bom que o digas agora. Estou-te a dar essa oportunidade.

Ela: Aquele rapaz é mesmo giro!
Tradução: Amor, gosto muito de ti, mas andas a desleixar-te. Não pode ser!

Ela: Estamos sempre a ir para a tua casa... Vamos hoje para a minha.
Tradução: A tua mãe olha para mim de maneira estranha. Acho que ela não gosta de mim.

Ela: Que vais fazer hoje?
Tradução: Quero estar contigo!

Ela: Que vais fazer amanhã?
Tradução: Quero estar contigo!

Ela: Então, que vais fazer estas férias?
Tradução: Achas que consegues arranjar um tempinho para mim?

Ela: Já não fazemos nada de diferente há tanto tempo...
Tradução: Leva-me a jantar e ao cinema, and you might get lucky...

Ela: Quero fazer amor contigo...
Tradução: Quero fazer amor contigo AQUI e AGORA! Estou louca de desejo!

Ela: Hoje não me apetece muito, desculpa...
Tradução: Vais ter que te esforçar mais do que apenas uns beijinhos no pescoço, e é se queres de facto alguma coisa!

Ela: Hoje não quero.
Tradução: Nem chegues perto.




Pronto. Já vos facilitei um bocado a vida.

...

De nada.

26/07/09

Manual sobre os Homens 1

Quando interessados numa mulher, depois de um primeiro encontro ou uma primeira conversa (ou até mesmo depois de vários), os homens fazem de TUDO para falarem e para verem essa mulher. Correm até ao fim do mundo se for preciso.

Portanto, caso ele não vos ande a contactar há já algum tempo: minhas queridas, partam para outro, porque daí já não vão ter mais nada.





(true story.)

24/07/09

Livros 1

Tomei a liberdade de partilhar convosco partes de um livro bastante interessante que aqui tenho em casa: O Pequeno Livro Negro - Pensamentos de Adolf Hitler.

Este livro encontra-se dividido por diversos capítulos, como por exemplo, Educação, Economia, Arte e Cultura, A Questão Judaica, entre muitos outros.

Por agora, fica este, no âmbito da educação:

"É INTERESSE essencial do Estado e da nação evitar que o povo caia em mãos de maus educadores, ignorantes e mal intencionados. (...) É dever do governo velar pela educação do povo e impedir que ele tome orientação errada, fiscalizando principalmente a actuação da Imprensa. A influência da Imprensa no espírito público é a mais forte e penetrante de todas, visto que a sua acção não é transitória, mas contínua. (...) O Estado deve dirigir a educação do povo de maneira que a infância, desde os primeiros tempos, se prepare para enfrentar a luta pela vida que a espera, e tomar todo o cuidado para que não se formem gerações de comodistas."






Dá que pensar...


Musicalidades 5

B (fachada) - Miniatura Normativa.

Esta música começa assim: "Uma gaja sem pêlos, é como um homem sem barba."

Alguém me explique isto. Por favor.

23/07/09

Anúncios 6

Vou de férias. Sair, finalmente, de Coimbra, e voltar a Ílhavo. Yay!

Este Verão: Andanças, Porto, talvez Braga (se tiver tempo) e praia. MUITA praia. E pessoas. Amigos. Família. Sobrinho. Internet é que já não sei se vou ter. A placa da Tê-Ême-Êne está avariada. You'll miss me, I know.


Deixo-vos com a localização e o cartaz do Andanças 2009. Tema: Silêncio. oO (oooo...kay...)







Arriverdeci!

Frustrações 4


Recebi isto como prenda hoje. Ermm, muito obrigada...

Frustrações 3, Ridículo 1

Quão frustrante e ridículo é entrar de férias e ficar, na primeira noite de FÉRIAS, a deprimir, a plantar morangos numa quinta virtual e à espera das quatro horas necessárias para que cresçam, ao mesmo tempo que se vê, pela segunda vez, o P.S: I Love You, sem ter ninguém com quem sair nem com quem falar?

Trust me, é muito frustrante, ridículo e, acima de tudo, deprimente.





(I soooooo hate myself right now.)

22/07/09

Quando não há resposta do outro lado...

Como lidar com a rejeição e com o facto de ele não responder às mensagens há demasiado tempo.

1. Respirar fundo.

2. Ter a capacidade para perceber que se atirarmos com o telemóvel contra uma parede, ficamos sem ele para falarmos com as amigas e família.

3. Não adianta batermos com a cabeça nas paredes. Só nos vai doer a nós.

4. Ir à loja chinesa mais próxima, e comprar um conjunto de pratos. Dos mais baratos. Subir ao terraço do prédio ou ao telhado da casa. Atirar os pratos, um a um, enquanto se ofende o ente querido e se diz a mais variadíssima gama de asneiras.

5. Voltar a enviar uma mensagem. Se não se obtiver resposta nas 24h seguintes, apagar o número dele do telemóvel. Ir a um hipnotizador para esquecer, também, o número memorizado.

6. Ir às compras. Cinco dias a fio. Comprar coisas que nunca compraríamos se estivéssemos boas da cabeça. Coisas ousadas. Brilhantes. Com lantejoulas. Vestidos. Mini-saias. Maquilhagem. Ir ao cabeleireiro. Ir à manicure e pedicure. Ir fazer uma limpeza de pele. Ir fazer uma massagem completa, exigindo que seja um homem a tocar-nos nas costas. Ir ao ginásio. Viajar.

7. Sair com as amigas. Sempre que possível. Tomar o pequeno-almoço, brunch, almoço, lanche,
jantar e ceia com elas. Fazer todas as coisas do ponto 6. com elas.

8. Conhecer pessoas novas. Homens e mulheres. Fazer um hi5, um facebook, um orkut, um twitter, e tudo o mais que existir para fazer. Ir para danças de salão. Aprender a tocar um instrumento musical.

9. Passado algum tempo de toda esta renovação, tentar descobrir onde ele possa estar, passar por ele/ficar no mesmo sítio que ele, cumprimentá-lo com um grande sorriso e apresentar o homem jeitosíssimo que te vai estar a acompanhar (nem que se arranje um num serviço de acompanhantes). Rir muito. Parecer feliz. Dizer-lhe que tem feito coisas espectaculares. Quando ele estiver a falar da sua vida, parecer distraída e aborrecida. Dar-lhe uma palmadinha discreta no ombro na despedida.

10. Chorar, à noite, sozinha, agarrada à almofada. Sem ninguém saber.

21/07/09

Questões existenciais 6

Como explicar que o dia de hoje é, de certeza, o dia mais importante da minha vida?

20/07/09

Anúncios 5, Factos 12

Aproxima-se a chegada da mais bela criatura a este Mundo. A Terra não voltará a ser a mesma!



Pensamentos 13, Preocupações 9

Preocupa-me o facto de estar sempre a falar das mamas dela, quer ao vivo, quer aqui no blog (mais recentemente). Não sei o que se passa comigo.







(espero não estar a virar.Ai...)

Carta aos leitores 2

Caro Anónimo,

Acabei de perceber que, efectivamente, conheces-me mal. Ou não me conheces de todo. Ou conheces-me, e já não sabes quem sou. Bottomline, não levei nada a mal o teu comentário anterior sobre as mamas dela e sobre a necessidade de bolinha vermelha nos cantos todos deste blog. Podes falar à vontade das mamas dela (ok, amanhã por esta hora devo estar morta nalguma valeta), as vezes que quiseres, quando quiseres. Não sei é se ela achará piada. Mas, por mim...

Não fiquei nada aborrecida, muito pelo contrário, e peço desculpa se me expressei mal. Faltou uma fotografia da minha cara a rir-me, eu sei, my bad. Não volta a acontecer.

Atenciosamente,

SRocha.


P.S: Vês, seres Anónimo/a já te deu direito a dois posts só para ti!
P.S.D: Os posts são partilhados com as mamas dela, eu sei, desculpa. Mas, a intenção é serem só mesmo para ti!


17/07/09

Lamechices 3


Só queria partilhar o meu amor pela tuna (GO TFMUC!!!) e pelo meu bandolim com a melhor foto que tenho (no computador) nesse ambiente e com o meu bichinho.

Obrigada por estarem aqui neste momento.





(eu sei que tenho algures fotografias a dar-lhe beijos apaixonados, mas ainda ninguém mas enviou.)

Nostalgia 2





Créditos à izzie por o ter ido buscar ao Youtube! =D

Nostalgia 1




Ahh. Que saudades.

Conversas verídicas 36

Eu: Bom dia, pode-me dizer até quando é que as obras vão durar?
Senhor do Café A Nora: É só até ao final do mês.
Eu: Ah, pois, esse é que é o problema. Estudar tem sido um pouco impossível...
Senhor do Café A Nora(a rir-se): Pois, tem de estudar de noite, não é? Lá tem de ser. Eheh.

Eu(em pensamento): Ah, claro, eu pago por esta casa da qual tenho de sair para ir estudar para outro sítio qualquer, porque decidiram fazer obras no café em PLENA época de exames. Para além de não conseguir estudar, não consigo dormir com o som de berbequins e martelos. O chão vibra todo. Devia ter puxado o autoclismo dez vezes, no mínimo, da outra vez que pediram para não o puxar. Odeio-vos.


(asshole.)

Factos 11


Qualquer música que diga a palavra "elefante" ou "elefantes", em qualquer língua, merece um prémio.




Adoro elefantes. E hipopótamos.




Musicalidades 4 - Noah and The Whale - 5 Years Time

5 Years Time



Oh well in five years time we could be walking round a zoo
With the sun shining down over me and you
And there'll be love in the bodies of the elephants too
And I'll put my hands over your eyes, but you'll peep through

And there'll be sun sun sun
All over our bodies
And sun sun sun
All down our necks
And sun sun sun
All over our faces
And sun sun sun

So what the heck

Cos I'll be laughing at all your silly little jokes
And we'll be laughing about how we used to smoke
All those stupid little cigarettes
And drink stupid wine
Cos it's what we needed to have a good time

And it was fun fun fun
When we were drinking
It was fun fun fun
When we were drunk
And it was fun fun fun
When we were laughing
It was fun fun fun
Oh it was fun

Oh well I look at you and say
It's the happiest that I've ever been
And I'll say I no longer feel I have to be James Dean
And she'll say
Yah well I feel all pretty happy too
And I'm always pretty happy when I'm just kicking back with you

And it'll be
Love love love
All through our bodies
And love love love
All through our minds
And it be Love love love
All over her face
And Love love love
All over mine

Although maybe all these moments are just in my head
I'll be thinking ‘bout them as I'm lying in bed
And all that I believe might never really come true
But in my mind I'm havin' a pretty good time with you

Oh

Five years time
I might not know you
Five years time
We might not speak
Oh
In five years time
We might not get along
In five years time
You might just prove me wrong

Oh there'll be love love love
Wherever you go
There'll be love love love...






(lindo.)

Questões existenciais 5

O que será pior: um homem deixar uma mulher por outra mulher, ou deixá-la por um homem?

Factos 10

Quando tiverem oportunidade, reparem como um homem que acaba de ficar solteiro, por mais que esteja em sofrimento, se põe logo aberto a toda e qualquer opção, quase que arrastando uma faixa atrás de si a dizer "Venham a mim as mulherzinhas!". Reatam as amizades "perdidas" e tratam logo de fazer novas. Ao menos nós mulheres somos (às vezes) mais discretas, embora estejamos tão disponíveis quanto eles. A única diferença é que a nós chamam-nos nomes, e a eles não. Faz-lhes bem ao ego, para se curarem, os pobrezinhos. Reparem, a sério.

É bastante engraçado na verdade. And what's the conclusion? Men are all the same. Não escapa um.


Talvez escape o vizinho gay. Ao menos esse reata as amizades com os amigOs.








(às vezes gostava de ser homem. Damn, they're the lucky ones: no menstruation and all the relationships they want.)

16/07/09

Carta aos leitores 1

Caro Anónimo,

Não dá para ver os mamilos. Logo, não é conteúdo para maiores de 18.

Vejo meninas bem mais novas quase com elas de fora do decote, com biquínis transparentes que DÁ EFECTIVAMENTE para ver os mamilos, e ninguém fala em pornografia ou "material-de-adulto". Humpff. Se algum dia tiver uma filha a usar decotes demasiado abusivos, é logo deserdada. E recuso-me a comprar-lhe biquínis brancos. Principalmente se ela for gorda.

Atenciosamente,

SRocha.

15/07/09

Bloguice nº100 - Não, não é um rabo... São as mamas dela.



Ora ora! Finalmente, o tão aguardado post nº100! Foi um caminho difícil, algo tortuoso, com altos e baixos, e alguma pornografia à mistura. Demorou (cerca de mês e meio, desde que esta bela parvoíce nasceu), mas chegou!


O mais engraçado?? Não sei sobre o que escrever. Aliás, tem-se notado um aumento do desinteresse dos últimos posts, uma queda brutal, com direito a esborrachão na terra. Acho que ando com falta de vitaminas. Quando andei a tomar recentemente o QI+ (não, já não se chama "plus" como me disse a senhora da farmácia; suponho que pretendam poupar caracteres, não sei com que objectivo, já que não diminuíram o preço do dito cujo), foi quando este blog andava no seu auge. Portanto, para além de palerma só quando sob o efeito de drogas, estas paneleirices são meros placebos, água com açúcar (OU NEM ISSO!). Humm, não sei que concluir daqui. Ah, sim, já me lembro, sofro de uma deficiência mental algo agressiva, mas que felizmente não compromete (muito!) o meu dia-a-dia.

Portanto, resoluções de Julho/2009 (para os próximos dias, meses, anos...):

»» PERCEBER que o QI+ não me faz absolutamente nada;
»» Tentar encontrar a verdadeira idiota que reside em mim, para ver se este blogue não é mandado às urtigas;
»» Comprar um biquini novo (ou em 2ª mão, nunca se sabe do que posso gostar, ora!);
»» Ir a Paredes de Coura, ao Andanças, à praia, ao cinema, jantar fora várias vezes, ao Porto, a Braga;
»» Perceber que é impossível ir a estes sítios todos este ano;
»» Comprar um peluche hipoalergénico para o sobrinho que vai nascer;
»» Rebolar o meu sobrinho (quando ele já tiver mais de um ano!) na terra, lama, areia, relva, etc, para ele criar defesas e não desenvolver alergias e ser como a tia que não é alérgica a nada (a não ser a, ermm, certas pessoas);
»» Emagrecer só até aos 66kg; mais do que isso, e tenho de cortar o cabelo acima dos ombros;
»» Ficar morena (processo já posto em andamento);
»» Ir ver os Mundo Cão ao largo do Farol da Barra, já esta sexta-feira!;
»» Ir ver os Monólogos da Vagina no CCI dia 25 de Setembro;
»» Fazer step todos os dias de manhã, e ir à tarde de bicicleta para a praia;
»» Não comer (muitas!) porcarias;
»» Não voltar a experimentar edições limitadas de batatas fritas com sabor a cogumelos e a "creme";
»» Tirar um tempinho de retiro espiritual para perceber o que ando aqui a fazer e pensar no que quero vir a fazer;
»» Beber muita água;
»» Voltar a tirar fotografias a tudo e a todos, como costumava fazer.







Peço desculpa pela falta de interesse deste post. O ponto alto de interesse foi a imagem das mamas dela lá em cima, eu sei. Gostava de ter umas como ela. São jeitosas. E grandes.





Ok, vamos parar de falar de mamas. Por agora.



(foto original. Só para a irritar.)
(que sinal sexy que ali tens!)
(não sei porquê, mas acho que vou ter de sujeitar este post a alterações. Ela sabe onde moro.)
(já recebi cerca de 10928373 ameaças de morte hoje. Tudo por causa deste post. Está amaldiçoado. Quem o ler, terá 7 anos de mamas pequenas.)

13/07/09

Conversas verídicas 35

Ela: Pronto, eu percebo que no fim de cada etapa da vida, vem uma nova. Mas é triste chegar ao fim de uma etapa. O fim de qualquer coisa que exista é triste. Imagina, o fim de uma linha é triste, é um ponto o fim de uma linha. Tudo é feito de pontos, e o fim de uma linha é um ponto. Que tristeza! É mesmo triste ser ponto!

12/07/09

Narcisismo 4

E, sim, já se nota uma corzinha morena na minha pessoa.

Conversas verídicas 34

Eu: Que marca é esta que tens aqui?
Ela: Não sei, é de nascença...
Eu: Parece que te queimaste.
Ela: Quer dizer, de nascença não, apareceu-me há uns quatro ou cinco anos, mas a minha mãe tem uma igual...




(sim, estive na praia hoje. MUAHAHA)



Esta é a praia da Barra, em Ílhavo. Oh yeah!








(roam-se de inveja.)

08/07/09

Anúncios 4

Não me consigo cansar de publicitar, desculpem:

http://handmadesnowflake.blogspot.com/


Para verem que não digo só porcaria. Também sei escrever lamechices. E coisas românticas, sérias mesmo. E coiso. E cenas. E tenho dito.

Conversas verídicas 33

Eu: Ah, pronto, beijos não contam.
Ela: Pois não! São só mucosas que se roçam.
Eu: Posso pôr isto no meu blog? Oh, por favor, deixa-me...

05/07/09

Lamechices 2

As for the question of destiny... all I know is that even when destiny really wants to accomplish something, it can't do it alone. You still have to go to that restaurant. You still have to show up. You still have to build a bridge... to the one you love.


(My Sassy Girl, 2008)

Oh que coisa mai linda!

--- end of totally lame message ---